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terça-feira, 12 de maio de 2015

Como Escrever Textos de Humor - dicas


Ok, não sei, enchi o meu blog de dicas, mas melhor mostrar outras coisas, além da minha coleção de livros...


Aí vão alguns links sobre dicas para escrever com humor:

http://corrosiva.com.br/como-escrever-um-livro/5-dicas-para-escrever-um-texto-engracado/

http://www.comofazertudo.com.br/hobbies/como-escrever-com%C3%A9dia

http://marco-oliveira.com.br/blog/existe-tecnica-para-escrever-humor/

http://www.papodehomem.com.br/dicas-para-escrever-bem-e-fazer-rir-ou-como-diminuir-a-quantidade-de-porcaria-na-internet/

http://pt.wikihow.com/Escrever-um-Esquete-de-Com%C3%A9dia

Ok, por enquanto é isssssso. Apaguei uma antiga postagem que tinha links de livros para download porque os links estavam desatualizados, quem quiser vai ter de fazer como eu: comprar livros!  :-)

Sobre livros que ensinam a escrever humor leia:

(meus textos para teatro e stand-up estão em: www.euquefiz.com - victor@euquefiz.com)


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terça-feira, 5 de março de 2013

Horóscopo - mini-texto para stand-up



   O que eu nunca entendi no horóscopo é porque o símbolo do signo de câncer é um 69... Um 6 em cima de um nove, deitadinhos... Será que para o zodíaco sexo oral causa câncer?

Mais adequado seria se o 69 fosse o símbolo de virgem, né? Olha só: "Sou virgem... Faço de tudo com os outros, menos penetração"

 Por que Câncer é do elemento água? Mais lógico se o elemento de câncer fosse urânio ou plutônio... Esses elementos é que causam câncer!

   E já que tem um signo com nome de doença, podia ter outros assim... Signos do zodíaco: "câncer", "tuberculose","bronquite","aids", "gripe", "resfriado", "sarampo", "coqueluche", "dengue", "malária", "escorbuto" e "beri-béri"... "Que dia você nasceu? 24 de junho? Ah, é do signo de câncer, primeiro decanato: leucemia!"

  Eu só não trocaria os nomes dos signos de "sagitário" e "capricórnio". Já parecem mesmo nome de doença grave: "Meu Deus, acabei de descobrir que sou capricórnio! Capricórnio: 'corno de cabra'... Peguei isso no ano passado... Quando minha cabra me traiu..."



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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ciúme

(trecho do texto para stand-up "Eu não tenho mais nada pra dizer" do livro "Stand-up, Monólogos e Esquetes para um Ator Único")


(...) Não adianta, quem tem ciúmes não diz coisa com coisa... Ela pegava meu telefone celular e conferia
cada ligação e todos os recados: "Quem é essa tal ‘operadora telecom’ que te mandou mensagem? R$ 24,50 de crédito! Andou pagando por sexo, safado?"
Aí eu respondo, com a maior paciência: "benzinho, eu nem sei quanto custa para fazer sexo... E 24,50 não paga nem uma chupadinha!"
  - Tá me traindo com a operadora, sim! Eu sei! Não adianta tentar me enganar! Safado!
 - Amorzinho: 'operadora' é...
 - Eu sei o que é 'operadora'!!! Está transando com ela só porque ela é médica, não é?


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Amor é Ridículo, Não É?

É, estou feliz, de bem com a vida, fiz as pazes com a minha amada... E, depois disso, até fiz espontaneamente algo que sempre achei ridículo: coloquei no meu perfil do "Face" uma foto minha com minha namorada (a primeira que tirei com ela)...

Aí lembrei de um antigo texto de stand-up que fiz há alguns anos:

Romântico

(stand-up até 5 minutos)
copyright Victor M. Sant'Anna 2008
(continua em: http://br.euquefiz.com/standup_romantico.php)

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ioiô profissional - texto para stand-up (trecho)

Eu estava andando pela rua e vi um camelô vendendo ioiô profissional... Ioiô profissional? Tem gente que se profissionaliza nisso? Mas como é isso? O que faz um profissional desses? Fico imaginando a cena: em algum lugar alguém cai no chão com um ataque epilético... Alguém, perto do infeliz, grita:
- Socorro, ele está passando mal! Alguém aqui é “profissional do ioiô”?

http://br.euquefiz.com/standup_ioioprofissional.php

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domingo, 4 de dezembro de 2011

Transplante de Órgãos - Texto para Stand-Up


(Mini-texto para stand-up - para ver mais, olhe meu site www.euquefiz.com)

   Já inventaram transplante de coração, mas porque não inventaram o transplante de cabelo? Quer dizer, o pessoal morre, pode doar órgãos, mas o cabelo não? Imagina o sucesso o cara sair festejando estar usando o cabelo do Michael Jackson, por exemplo... Ou da Dercy Gonçalves, sei lá... No meu caso qualquer um servia.

   Outra coisa que podiam doar era gordura... Jô Soares podia doar sua gordura para pobres do terceiro mundo, uma caridade imensa... E a vantagem de doar gordura, é que o cara poderia fazer isso em vida, alimentaria uma nação africana inteira todo ano... Ou sei lá, podiam usar como combustível, tipo biodiesel... Carro movido a gordura da lipoaspiração... Puxa uma mangueirinha com uma agulha direto do painel do automóvel, enfia na cintura e sai dirigindo...

   Tem outros órgão que nem se imagina que poderiam ser doados, ninguém fala em doar a perna, o pé... Tem jogador de futebol que tá precisando de tecnologia desse tipo... Pra mim parece muito mais difícil fazer transplante de pulmão do que um transplante de pele com tatuagem, por exemplo... O cara morre e deixa as tatuagens pros netos...

   Já tem gente que doa os olhos - até é possível dizer que fulano tem os olhos do pai (literalmente!) - mas ninguém doa a bunda... Tem mulher que ia ficar muito bem com uma bunda de outra, isso podia até salvar a vida dela (a vida amorosa dela, pelo menos). Imagina a mulher melancia dizendo para os fãs: quando eu morrer, minha bunda será de vocês! Tem fã que mataria ela na hora!


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(meus textos para teatro e stand-up estão em:www.textosteatro.com.br - textosteatro @ gmail.com)

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domingo, 13 de novembro de 2011

Presente! - Mini-Texto para Stand-Up


(texto para Stand-up de até 3 minutos)
  Vem chegando o Natal e eu odeio essas coisas de "amigo secreto" (ou "amigo oculto", se preferir). Ganhei 5 vezes seguidas a mesma coisa de pessoas diferentes no Natal. Por que será que as pessoas vão a uma loja comprar um presente, pensam em mim e decidem que eu preciso de uma lanterna portátil?

  Fica muito chato, porque nos Natais seguintes tive de dar cinco vezes a mesma coisa!

  No casamento, pra facilitar, a gente coloca uma lista de presentes em uma loja. Assim a pessoa não te dá o que você não quer... Em teoria, porque sempre tem um chato que te dá algo fora da lista de noivas da loja. Ele deve pensar: "Ah, eles não colocaram este presente na lista... Devem ter esquecido, é muito útil!" A gente não esqueceu, não, a gente já tinha dezenas de "jogos americanos" e não queria mais um!

  Jogo americano é um saco, você sempre põe embaixo do prato para não sujar a mesa e acaba sujando o jogo americano e a mesa. Aí vai ter de limpar uma coisa a mais e a porcaria do "jogo americano" não cabe no escorredor de louça brasileiro. Depois de usar um "jogo americano" sempre me dá vontade de fazer "roleta russa"

  No meu casamento ganhei uma coisa que até hoje (10 anos depois de separado) ainda não sei o que é. Quatro faquinhas em forma de cimitarras. Devia ser para o caso de nós resolvermos engravidar de 4 filhinhos anões muçulmanos.

  A gente não deve reclamar de presente, eu sei... Mas a gente colocou na lista "espremedor de frutas" e ganhou um... "Espremedor de alho". E alho é fruta, por acaso? Se eu descobrir quem foi vou fazer um suco de alho para esse desgraçado. Sucaralho!

  Se eu me casar de novo um dia, minha lista de presentes vai ficar numa loja de videogame. Nenhuma noiva vai concordar, eu sei. Quando meu casamento estava acabando eu olhei pra minha "ex" e disse tranquilo: "Game Over"!  Aí que ela deu "tilt"...

  De qualquer forma, fica a idéia: ao invés de trocarem presentes que ninguém vai gostar na brincadeira de "amigo secreto", porque a gente não troca notas de R$ 20 entre todo mundo? Surpresa! Minha nota começa com o algarismo zero e termina com o número 73... Que sorte! O que eu queria!

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sábado, 1 de outubro de 2011

Técnicas de Criação em Humor - índice

Só para organizar os velhos posts sobre técnicas de criação de humor deste blog, vou colocar os links aqui... nada especial, são técnicas fraquinhas, mas foi por causa delas que criei o blog, tenho muito mais para postar, mas como ninguém sentiu falta ou reclamou, parei na sexta técnica... são muito mais do que isso!

A Regra de Três
http://textosteatro.blogspot.com/2009/01/em-seu-livro-comic-toolbox-john-vorhaus.html

Tecnica 1 - Rolando Piadas com Palavras - técnicas de R$ 1,99
http://textosteatro.blogspot.com/2009/01/rolando-piadas-com-palavras-tcnicas-de.html

Adaptações da técnica 1
http://textosteatro.blogspot.com/2009/01/adaptaes-da-tcnica-1-personalidades-que.html

Técnica 2 - palavras de início semelhante
http://textosteatro.blogspot.com/2009/01/tcnica-2-palavras-de-incio-semelhante.html

Pleonasmo (wikipedia)
http://textosteatro.blogspot.com/2009/01/pleonasmo-wikipedia.html

Técnica 3 - rimas
http://textosteatro.blogspot.com/2009/01/tcnica-3-rimas.html

Técnica 4 - Palavras internas
http://textosteatro.blogspot.com/2009/02/tecnica-4-palavras-internas-palavras.html

Técnica 5 - Trocadilhos
http://textosteatro.blogspot.com/2009/02/tecnica-5-trocadilhos.html

Técnica 6 - Metáforas e Metonímias
 http://textosteatro.blogspot.com/2009/10/tecnica-6-metaforas-e-metonimias.html


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(meus textos para teatro e stand-up estão em: www.euquefiz.com - já conhece meus textos?)
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Técnica 6 – Metáforas e Metonímias


Resumindo exageradamente, a metáfora é uma comparação em que o termo de ligação foi extirpado. Por exemplo, “Maria é uma flor” na verdade significa “Maria é linda como uma flor” ou “Maria é linda tal qual uma flor”. Caso seja interpretada ao pé-da-letra, a metáfora gera uma situação cômica.
Exemplo - “fogo”
Texto:
Situação: alguém muito apaixonado.
Personagem 1 – Meu coração está pegando fogo!
Personagem 2 – Deixa comigo (pega um copo d’água e joga na pessoa)!

Para nós, metáforas são muito valiosas, pois permitem a criação proposital de ambigüidades.
O mesmo vale para a metonímia, que é parecida com a metáfora. Em “tomou o copo todo” o sujeito não tomou o copo, mas o líquido que estava dentro. A diferença “técnica” entre metáfora e metonímia não é importante para nós. Uma boa gramática, com muitos exemplos, pode ajudar a criar situações cômicas.

Pegue uma gramática ou livro escolar onde tenha exemplos de metáforas ou metonímias e vamos usar os exemplos.

Exemplo - metonímias
Texto 1:
Situação – Alguém foi ao museu e viu um quadro de Van Gogh
Personagem 1 - Eu fui à Europa e vi um Van Gogh!
Rolando - Nossa, pensei que ele estava morto!

Texto 2:
Personagem 1 – Precisamos agradar o patrocinador! O que vocês sabem sobre as Rosquinhas Blau-Blau?
Rolando – Ouvi dizer que são redondas com um buraco no meio!

Na pergunta do "personagem 1" há uma metáfora, porque estamos perguntando “O que você sabe sobre o fabricante das Rosquinhas Blau-Blau” e não sobre as rosquinhas em si.

O ser humano adora economizar palavras e podemos usar isso em favor do humor. Sempre que houver uma metáfora ou metonímia, é possível encontrar um segundo significado (embora nem sempre isso gere uma piada que preste - por isso estamos com este blog, mostrando técnicas baratas de fazer humor, mas em breve vamos mostrar técnicas mais refinadas, aguardem)!
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Já leu meus textos hoje?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Humor é um ato de agressão

Texto (trecho) retirado do site http://hypescience.com
Segundo Helga Kotthoff, da Universidade Frieburg, Alemanha, o humor é um ato de agressão, pois fazer o outro rir confere um grau de controle que pessoas dominantes exploram para mostrar que estão no comando:  “Manifestar humor significa ter o controle da situação daqueles que estão em uma hierarquia mais elevada”.
De acordo com Helga, comédia e sátira são baseados na agressividade: “Até 1960 não era elegante para uma mulher ser engraçada. Mas até agora mulheres preferem contar piadas às suas custas e homens preferem contar piadas às custas dos outros”.
texto completo em: http://hypescience.com/20521-humor-e-um-ato-de-agressao/
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terça-feira, 24 de março de 2009

Todas as piadas podem se encaixar em 8 categorias

Todas as piadas podem se encaixar em 8 categorias - http://hypescience.com/todas-as-piadas-podem-se-encaixar-em-oito-categorias/
Segundo o artigo do link acima:
De acordo com um pesquisador, que diz ter achado “a chave” para ser engraçado, só existem oito maneiras de fazer uma pessoa rir.
Alastair Clarke é um estudioso britânico evolucionário, identificou oito “padrões” em todas as piadas, não importa o assunto delas nem em que parte do mundo elas sejam contadas.
Ainda, segundo a artigo:
Para Clarke, o cérebro, de forma subconsciente, procura os padrões e, quando os encontra, é recompensado. “Algumas vezes apenas um padrão é suficiente para causar a risada, mas eles podem ser combinados, abrindo mais ainda as possibilidades do riso” diz o pesquisador.

Os padrões incluem:
- Repetição positiva – causada por trocadilhos e pelo tamanho exagerado de narizes, orelhas e outras características em caricaturas, por exemplo.
- Qualificação – quando palavras são ditas de forma inesperada e diferente, como o sotaque do Inspetor Clouseau no filme “A pantera cor-de-rosa”.
- “Recontextualização” qualitativa – quando algo que você conhece é mudado. Por exemplo, quando você ri do novo corte de cabelo de alguém.
- Aplicação – padrão das palavras com duplo sentido.
- Preenchimento – quando você preenche os vazios, assumindo possíveis situações.
- Divisão – quando a piada é contada por mais de uma pessoa.
- Oposição – onde se encaixam a ironia e o sarcasmo.

O pesquisador afirma que suas descobertas podem servir de guia para comediantes e ajudar na confecção de roteiros de comédias. A dica mais importante, para Clark, é que o assunto do comediante deve ser interessante para seu interlocutor.

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quinta-feira, 12 de março de 2009

discutindo humor...

você se acha superior a média sobre o que é ou não engraçado? Então, você, provavelmente está errado!
Visto do ponto científico, pessoas que acham que sabem mais do que os outros sobre humor, na verdade são as que sabem menos, conforme pesquisa científica (Unskilled and Unaware of It: How Difficulties in Recognizing One's Own Incompetence Lead to Inflated Self-Assessments) encontrada em...

http://www.apa.org/journals/features/psp7761121.pdf

( comentada de forma mais "light" em http://www.damninteresting.com/?p=406 )
Então, para que discutir, né?
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Técnica 5 - Trocadilhos


Segundo a wikipédia

Paronomásia é o emprego de palavras parônimas (com sonoridade semelhante) numa mesma frase, fenômeno que é popularmente conhecido como trocadilho. Os trocadilhos constituem um dos recursos retóricos mais utilizados em discursos humorísticos. Resulta sempre da semelhança fonética ou sintática de dois enunciados cuja conjunção, comparação ou subentendido (enunciado elíptico, não referido diretamente) cria um efeito inesperado, intencional ou não. Os trocadilhos mais freqüentes são cacofonias em que uma determinada palavra é pronunciada de forma a parecer outra, geralmente com intenção humorística, maliciosa, obscena e/ou grosseira.

Os “trocadilhos” - quase todos - são baseados em cacófatos. Cacófatos? O que será essa coisa? "Cacófatos são expressões que formam, através da combinação de duas palavras, uma construção que sonoramente lembra outras palavras". (exemplo “uma mão” pode ser interpretado como “um mamão”).

Os trocadilhos estão ligados ao som que uma palavra faz ao ser enunciada.
 Existem trocadilhos baseados em nomes como “O Ringo nao Star, foi Paul McArtney no correio. O John? Tá Lennon” e o clássico trocadilho baseado em nomes dos astros de outrora “Deborah Kerr” e “Gregory Peck”: “A Deborah Kerr que o Gregory Peck” (“A Débora quer que o Gregory peque”).

Exemplo – trocadilhos com nomes

Texto (outros exemplos horríveis):
P.: Qual a atriz de Hollywood que tem múltiplas personalidades?
R.: Uma turma! (Uma Thurman)
P.: O que aconteceu com o Mickey quando viu a Minie saindo com o Pateta?
R.: Ficou Pluto.
P.: O que pensaram os outros convidados quando viram o Zangado chegar na festa?
R.: Ah, não!

Existem, mais comumente trocadilhos com coisas mundanas. Alguns clássicos da Internet incluem “meu gato morreu em miados do ano passado”, “a fita é virgem porque o gravador é estéreo” (tão velha que é do tempo do gravador cassete), “O que são dois pontos pretos no microscópio? Uma blacktéria e um pretozoário.” e “CERVEJA como são as coisas. Você não me CONHAQUE, não sabe de onde eu VINHO, por isso não me CAMPARI com qualquer RUM”.

Normalmente esta é considerada a forma mais “vagabunda” de humor, ou seja, se encaixa em nosso texto perfeitamente... Sempre parecem um pouco forçados e coisas de adolescentes metidos a engraçadinhos, mas se você gosta, vá em frente e faça o que quiser...
Não tem uma fórmula para achar trocadilhos, tem de ficar brincando com o som das palavras até obter alguma coisa... Que não preste.

Exemplo – trocadilhos com palavras

Texto (outros exemplos horríveis, da minha coleção de piadas horríveis):
Pergunta: porque o programador foi dispensado pelo médico?
R.: porque chegou ao trabalho “computador” (com puta dor).
Pergunta: por que o motoqueiro foi despedido?
R.: porque não estava capacetado para o trabalho!
Pergunta: por que o empregado que insistia em se vestir de forma inapropriada foi despedido?
R.: por justa calça.
Pergunta: O que o oftalmologista disse para o enfermeiro que trouxe o tônico de cor errada?
R.: Dá o tônico! (daltônico)

Podemos usar os trocadilhos com a mesma técnica que estávamos usando antes, como descrito em palavras internas

Exemplo protocolo
Personagem 1 – (segurando um bebê) É tua responsabilidade! Esta criança irá contigo!
Personagem 2 – Protocolo?
Personagem 1 – Pro teu colo!

Bom, mais um exemplo de trocadilho é o nome do meu canal no Youtube: "Humor Tal Que Morre de Rir"
(meus textos para teatro e stand-up estão em:www.textosteatro.com.br - textosteatro @ gmail.com)



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Técnica 4 - Palavras internas
Palavras internas em palavras normais
Embora dê trabalho procurá-los, expressões ou palavras inteiras podem ser encontradas dentro de uma só palavra. Estes “trocadilhos” freqüentemente rendem piadas muito ruins, mas podem ser apreciados por algum tipo de público - provavelmente algum tipo de cérebro degenerado... Sei lá. Então o negócio é abrir o dicionário e tentar descobrir palavras ou frases dentro de outras palavras...
Exemplo - “compreendia”
Compreendia contém a palavra “dia” embora não exista a expressão “compre em dia” o que seria o ideal... Podemos forçar um pouco, se eu imaginar que foi falado rapidamente ou que um dos personagens não compreendeu bem o que o outro disse, posso usar isso do jeito abaixo...

Texto:
Personagem 1 – Meu tio estava em coma, então eu comprei uma TV para ele, mas acho que ele não...
Personagem 2 – Compreendia?
Personagem 1 – Não, comprei à noite!

Nem sempre precisamos de uma frase ou expressão inteira ou com sentido dentro de uma palavra, veja o exemplo abaixo.

Exemplo - “demolir”
No gerúndio, “demolindo” contém sílabas que formam palavras como “demo” e “lindo”. Para um personagem como rolando, que além de um pouco limitado é convencido, basta ouvir a palavra “lindo”
Texto:
Situação – Rolando está tentando consertar alguma de forma desajeitada
Personagem 1 – Rolando! Você está demolindo!
Rolando – Ah, obrigado, meu amor!

Exemplo - “mirabolante”
Texto:
Personagem 1 – Fiquei muitos anos tentando inventar um novo tipo de arma... Finalmente, hoje, tive uma idéia!
Personagem 1 – Mirabolante?
Personagem 1 – Não... Mira telescópica!
Exemplo - “menosprezado”
Texto:
Personagem 1 – Troquei de emprego... Onde trabalhava eu não era valorizado!
Personagem 1 – Menosprezado?
Personagem 1 – Não... Menos dinheiro!

Palavras internas em palavras compostas
Como é meio complicado encontrar palavras que contenham palavras internas, uma das possibilidades é usar palavras compostas (“pára-quedas”, "pôr-do-sol", "mula-sem-cabeça", "pé-de-moleque", etc.), mas o resultado pode ficar um pouco ainda pior do que já estamos acostumados

Exemplo - “Porquinho-da-índia”

Texto:
Personagem 1 – Comprei um animalzinho de estimação para mim!
Personagem 2 – Um porquinho-da-índia?
Personagem 1 – Não, do Shopping

Exemplo - “irmã de caridade”

Texto:
Personagem 1 – Há uma freira na minha família!
Personagem 2 – Irmã de caridade?
Personagem 1 – Não, biológica mesmo!

Como sempre, a parte difícil é criar uma situação ou frase inicial que possa ser respondida logicamente pelas duas respostas que a sucedem. Quanto mais lógica puder ser a resposta, melhor!

Palavras que podem render alguma piada: “abaixo-assinado”, “abelha-africana”, “abre-alas”, “água-furtada”, “água-marinha”, “água-viva”, “alta-costura”, “alta-fidelidade”, “alto-falante”, “alto-relevo”, “ama-seca”, “amor-perfeito”, “ano-novo”, “após-guerra”, “arco-íris”, “arranca-rabo”, “arte-final”, “baixo-astral”, “banho-maria”, “barra-pesada”, “bate-boca”, “bate-bola”, “bate-papo”, “bicho-carpinteiro”, “boa-pinta”, “boca-livre”, “caça-níqueis”, “café-concerto”, “caixa-d’água”, “caixa-forte”, “caixa-preta”, “casca-grossa”, “cavalo-marinho”, “cheiro-verde”, “conta-gotas”, “criado-mudo”, “criança-problema”, “cristão-novo”, “curta-metragem”, “curto circuito”, “custo-benefício; “dedo-duro”, “elemento-surpresa”, “furta-cor”, “galinha-d’angola”, “goma-arábica”, “guarda-costas”, “guarda-pó”, “homem-rã”, “lugar-comum”, “macaco-prego”, “manga-rosa”, “mão-aberta”, “mão-leve”, “meia-calça”, “meia-idade”, “meias-verdades”, “relações-públicas”, “salto-mortal”, “salva-vidas”, “samba-canção”, etc.

Exemplo - “alto-falante”
Texto:
Personagem 1 – Meu irmão trabalha com “sonorização”!
Personagem 2 – Alto-falante?
Personagem 1 – Não, baixinho e tímido!

Meus textos para teatro e stand-up estão em:
www.euquefiz.com

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sobre este meu blog...

Na verdade eu escrevia textos para teatro na minha página ( www.euquefiz.com ) e comecei a me interessar um pouco mais por humor, acabei conhecendo o stand-up pelo Youtube e resolvi criar alguns textos em 2007... Gostei do resultado e comprei vários livros sobre o assunto. Ao mesmo tempo, algumas pessoas que já faziam stand-up me contactaram pedindo textos e dicas...

- Judy Carter - The Comedy Bible (from stand-up to sitcom - the comedy writer's ultimate how-to guide) É um dos melhores dos que já comprei em relação a stand-up, mas tem um problema, é baseado nos workshops que a autora dava (ou dá, sei lá) nos EUA, então o livro parece mais uma apostila de exercícios do que um livro de verdade, mas tem ótimas dicas tanto para escrever quanto para interpretar (se é que dá para dizer assim) stand-up. Outro problema é que ela utiliza uma "fórmula" de stand-up para os textos criados que apesar de facilitar a criação achei um pouco "forçada" e que pode ficar um pouco artificial, stand-up acaba sendo para ela sempre uma repetição desta fórmula e não explica como construir uma piada (setup + punchline).

- Judy Carter - Stand-up Comedy - the book é o livro mais antigo dela, explica como se constrói as piadas de stand-up

- Greg Dean - STEP BY STEP to Stand-UP Comedy - foi o primeiro que li, talvez por isso o que gostei mais (desses dois mais voltados para o stand-up), mas não sei dizer se é melhor que o da Judy Carter. Também utiliza uma fórmula parecida para desenvolver as piadas de stand-up e vai construindo aos poucos um texto completo, mostrando como fazer isso. Simples, mas eficiente (por ter menos páginas, talvez, evita as repetições), porém não muito completo, eu diria.

- Edgar Willis - How to Be Funny on Purpose - ensina (ou tenta explicar) porque as piadas são engraçadas, não é voltado para stand-up, mas para redação de paidas propriamente ditas, com centenas de piadas (para o meu gosto é redundante, tem piadas demais e as explicações são sempre as mesmas). Lendo o livro e sua enorme coleção de piadas de exemplo é que a gente descobre que as piadas que ouvimos todo dia eram piadas velhas recontadas... Mas não deixa de ser um bom livro.

- John Vorhaus - The Comic Toolbox: How to Be Funny Even If You're Not - pra mim que escrevo esquetes e textos para teatro este foi um dos livros mais interessantes, pois tem exercícios práticos de como escrever histórias (roteiros) engraçadas, a criação de personagens, criação de situações cômicas além de uma que outra dica sobre a criação de piadas. Este livro tem um ou dois capítulos inteiros na página do autor em http://vorza.com/comic_throughline.html (que foi o que fez me interessar por comprar o livro além de outro que ainda não li sobre "criatividade" para autores: CREATIVITY RULES! A WRITER'S WORKBOOK)

- Brad Schreiber - What are You Laughing at?: How to Write Funny Screenplays, Stories, and More
Não achei muito bom, mas explica muita coisa sobre como escrever textos de humor e criação de piadas, embora perca muito tempo mostrando onde textos de humor podem ser usados e em como escrever roteiros (algo que outros livros específicos sobre roteiros fazem melhor)

- Gene Perret - The New Comedy writing step by step - é mais para escrever comédias (seriados ou esquetes) do que stand-up, mas tem sua valia

- Jerry Seinfeld - O melhor livro sobre nada - o texto desse livro são quase textos de stand-up, ele não ensina nada sobre como fazer, mas serve de inspiração para quem gosta do estilo Seinfeld.

- The Eight Characters of Comedy: A Guide to Sitcom Acting And Writing - muito bom para construção de personagens cômicos, mas não tem nada a ver com stand-up

- Writing the Romantic Comedy - apesar de ser voltado para a "comédia romântica", para quem quer escrever roteiros de "comédia pura" este é um ótimo livro, apesar de não falar muito sobre como criar humor.

(Esses são os que tenho que tem um pouco a ver com humor, tenho mais meia dúzia pelo menos, sobre escrever roteiros/filmes/teatro/livros, etc.)

Bom, descobri, lendo estes livros durante o ano de 2008 que meus textos estavam todos "errados", já que não utilizavam a fórmula consagrada de stand-up que é falar de um assunto curioso ("SETUP") e fechar com uma piada ("PUNCH") como por exemplo na piada (de Carol Leifer stand-up comic, escritora/produtora do "Seinfeld", citada por Judy Carter em seu livro):
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  Setup: Sexo, quando você está casado, é como ir a un 7-eleven...[*]
  Punch: Não tem muita variedade, mas as 3 da madrugada, está sempre lá.
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[*] equivalente americano ao A.M.-P.M., aquelas lojinhas de posto de gasolina que ficam abertass a noite toda

Bom, continuando, eu nunca tinha escrito (muito menos feito) stand-up, então tem de dar um desconto, na verdade eu nunca assisti (a não ser trechos pela Internet) stand-up! Meus textos como podem ser vistos lá, eram apenas situações engraçadas contadas sem os "socos" que liberam o riso...


Mas, complementado:
A idéia por trás de qualquer piada, segundo Greg Dean, é
                                       expectativa + surpresa
o "setup" cria a expectativa (parte não engraçada), o "punch" revela a surpresa (parte engraçada)

Importante: segundo Judy Carter em "The Comedy Bible" (pag 173), TOPIC RULE #2:
Não pegue assuntos esquisitos, mas tenha opiniões próprias (únicas) sobre assuntos comuns. Segundo ela, novatos freqüentemente pegam coisas esquisitas (engraçadass em si mesmas) para comentar. O correto seria pegar assuntos que todos estejam comentando e mostrar uma visão "diferente" sobre aquele assunto.

Isto é, não faça como eu, não participe da comunidade "Notícias e Manchetes Bizarras"
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=527643
(que, por sinal, é muito engraçada)

UMA COISA MUITO IMPORTANTE é que o stand-up nacional, apesar de ser "inspirado" no americano É DIFERENTE. Portanto, não se apegue tanto aos livros e teoria, pois são todos baseados nos stand-ups de sucesso, mas americanos! Estude os caras que fazem sucesso AQUI, porque é mais garantido, ao invés de simplesmente seguir cegamente conselhos de livros...


Stand-up, Monólogos e Esquetes para um Ator Único


Stand-up, Monólogos e Esquetes para um Ator Único
http://www.clubedeautores.com.br/book/5251--Standup_Monologos_e_Esquetes_para_um_Ator_Unico


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mais de um terço ri de piada sem graça

retirado de:
http://hypescience.com/um-terco-das-pessoas-ri-de-piadas-sem-raca/
O Doutora Nancy Bell, professor assistente de Inglês da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, convenceu alguns amigos a contarem sua piada para cerca de 200 pessoas. Depois, ele contabilizou as reações das pessoas à anedota e chegou à conclusão de que rimos de piadas talvez pelo fato de ela não ter graça mesmo.

Os resultados foram os seguintes: 37% das pessoas riram; a segunda reação mais comum foi responder com um pequeno aceno de cabeça, de forma negativa.

Também foram registradas reações como um comentário insosso do tipo “Legal…”, ou uma pequena virada de olhos para o teto, ou até um grunhido de desaprovação.

Segundo a Dra. Bell, as pessoas mais próximas ao contador de piadas, como amigos ou parentes, sentem-se mais à vontade para não rir, ou criticar a piada. Já desconhecidos, tendem a rir para evitar situações desconfortáveis, ou seja, riem por respeito ao potencial amigo.

Para o professor Richard Wiseman, psicólogo da Universidade de Hertfordshire, a risada é uma reação à surpresa, pois não esperamos ouvir uma piada tão sem graça.
(não coloquei tudo leia o resto no original)
Esta pesquisa é importante, porque às vezes, com textos ruins, podemos fazer o público rir, podendo acontecer deles nem terem gostado de verdade...

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Técnica 3 – rimas

Técnica 3 – palavras de fim semelhante - rimas
Como é relativamente fácil encontrar dicionários de rimas na Internet, uma das técnicas baseadas na técnica anterior é usar palavras que rimam. De preferência com a mesma métrica e com palavras com muitas de sílabas para funcionar melhor.
Exemplo - “margarina” e “aspirina”
Texto:
Personagem 1 – Estou com dor-de-cabeça! Comi muita gordura!
Personagem 2 – Aspirina?
Personagem 1 – Não, margarina!

Exemplo - “urgente” e “agente”
Texto:
Personagem 1 – alguém ligou e queria o telefone do diretor
Personagem 2 – Era o agente?
Personagem 1 – Não, era urgente...

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pleonasmo (wikipedia) - Técnica VII (sete p/ os romanos)

Esse texto eu tirei da wikipedia, faz parte da minha idéia de explorar os problemas da linguagem para obter humor "fácil". Basta procurar exemplos de pleonasmos em gramáticas ou Internet e terá um monte de humor!
citação:
Vícios de linguagem são, segundo Napoleão Mendes de Almeida, palavras ou construções que deturpam, desvirtuam ou dificultam a manifestação do pensamento, seja pelo desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.

Pleonasmo vicioso

O pleonasmo é uma figura de linguagem. Quando consiste numa redundância inútil e desnecessária de significado em uma sentença, é considerado um vício de linguagem. A esse tipo de pleonasmo chamamos pleonasmo vicioso.

Ex:
"Ele vai ser o protagonista principal da peça".
"Meninos, entrem já para dentro!"
"Estou subindo para cima."
"Não deixe de comparecer pessoalmente."

O pleonasmo nem sempre é um vício de linguagem, mesmo para os exemplos supra citados, a depender do contexto. Em certos contextos, ele é um recurso que pode ser útil para se fornecer ênfase a determinado aspecto da mensagem.

Especialmente em contextos literários, musicais e retóricos, um pleonasmo bem colocado pode causar uma reação notável nos receptores (como a geração de uma frase de efeito ou mesmo o humor proposital). A maestria no uso do pleonasmo para que ele atinja o efeito desejado no receptor depende fortemente do desenvolvimento da capacidade de interpretação textual do emissor. Na dúvida, é melhor que seja evitado para não se incorrer acidentalmente em um uso vicioso.

Para um exemplo de como usar o pleonasmo dentro do humor, veja o excelente vídeo de Leandro Hassum e Marcius Melhem (Nóis na Fita)
parte 7 - "Tautologia (pleonasmo)":
( link: http://www.youtube.com/watch?v=-00dVAvVf88)




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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Técnica 2 – palavras de início semelhante


Achar palavras com 2 sentidos em um dicionário é moleza, mas ter de reescrever sentenças e encaixá-las é bem chato, então vem aqui outra técnica, baseada em dicionários, mas tentando explorar duas palavras próximas no dicionário e semelhantes entre si.
Pegue de novo o seu “dic” (dicionário) e vamos procurar palavras que, subdivididas, tenham outras palavras no início delas
a) procure palavras de quatro ou mais sílabas (assim funciona melhor) e que as duas primeiras sílabas sejam idênticas ou muito semelhantes e que tenham um número de sílabas próximo (ou igual, de preferência). Se rimarem, fica perfeito (mas não é imprescindível);
b) Crie uma pergunta ou uma frase tenha como resposta lógica e óbvia a primeira (ou a segunda) palavra.
c) Reelabore o texto ou a situação inicial de modo que a segunda palavra também possa ser uma resposta para o mesmo texto.

Exemplo - “Vegetariano” e “Vegetativo”
Texto:
Personagem 1 - Tenho um tio que não come mais carne...
Personagem 2 – Vegetariano?
Personagem 1 – Vegetativo!

Exemplo - “Esclarecido” e “Esclerosado”
Texto:
Personagem 1 – Conheço um sujeito que vive em um programa de televisão e só fala sobre filosofia!
Personagem 2 – é um esclarecido!
Personagem 1 – Não, um esclerosado!

Como, segundo algumas pesquisas, piadas sobre sexo é um dos temas preferidos, se a segunda palavra tiver qualquer relação com sexo, a piada tem boas chances de fazer mais sucesso...

Exemplo - “Importante” e “Impotente”
Texto:
Personagem 1 – Meu tio está totalmente dedicado à política!
Personagem 2 – é importante?
Personagem 1 – Não, impotente!

Exemplo - “cordeiro” e “cornudo”
Texto:
Personagem 1 – Meu tio é policial, mas é completamente manso!
Personagem 2 – Ah, um cordeiro!
Personagem 1 – Não, um cornudo!

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Adaptações da técnica 1

Adaptações da técnica 1 - Personalidades que tem nomes ou sobrenomes com nomes com outros significados

Se você conhece uma personalidade qualquer que seja bem conhecida do público, pode aproveitar para criar piadas utilizando esta relação. Vão ficar horríveis, provavelmente serão muito conhecidas, mas é uma opção, para “casos de emergência”. Alguns nomes próprios (nomes de flores como “Margarida”, “Rosa”, etc.) e sobrenomes “Santos” (como em “Sílvio Santos”), “Oliveira”, “Pereira”, “Só”, por exemplo, são facilmente adaptáveis para piadas (muito) ruins.

Adaptações da técnica 1 - Forçando palavras como nomes próprios
Às vezes, por pura preguiça de procurar palavras, podemos “forçar” um segundo significado a uma palavra. Como? Colocando nomes próprios em personagens que correspondam a objetos ou palavras que tenham outros significados.
Se você colocar o sobrenome de “Estevez” em um personagem, vai obter piadas (fracas) como estas...

Texto:
Personagem 1 - Meu nome é Maria Esteves...
Personagem 2 - Maria? Mas onde tu “esteves”?
No caso acima “Estevez” é um sobrenome plausível, mas você pode piorar as coisas criando nomes que jamais existiriam. Segundo algumas pesquisas um dos temas preferidosde quem gosta de humor é “sexo”. Um chinês chamado “Ku” ou um senhor chamado “Seu Pennez” (aproveitando que “seu” pode ter o significado de pronome possessivo ou de pronome de tratamento e que Pennez é pronunciado como “pênis”) podem gerar situações cômicas forçadas.

Texto:
Situação - Personagem 1 está telefonando para a casa de “Seu Pennez” que pode ser um competente encanador (por exemplo)
Personagem 1 – Alô... Estou procurando o “Seu Pennez”!
Personagem 2 – O Pennez não está disponível no momento
Personagem 1 – Mas preciso dele, é urgente! Todos me deram ótimas referências dele... Preciso do Seu Pênnez para desentupir minha saída de esgoto lá atrás!
Personagem 2 – Impossível, o Pennez está visitando um amigo, vai demorar...
Personagem 1 – Por favor! Meu cano dos fundos está vazando, minha cozinha está cheia de merda! Eu só preciso que o Seu Pênnes dê uma olhada nos meus fundos...
Personagem 2 – Ok, faz o seguinte, pega o guia (telefônico) e procura o endereço, o Pennez disse que ia visitar o Seu Ku, mas que talvez demorasse! O Seu Pennez e o Seu Ku são amigos de muito tempo, passam horas juntos!

O famoso esquete “Who's on first” (“Quem está na primeira base”) da dupla americana Abbott & Costello se baseia num diálogo entre os dois comediantes sobre jogadores de baseball com singelos nomes de “Quem”, “O Quê” e “Eu Não Sei” ocupando posições (bases) em um campo de jogo.
Texto (retirado de Sociologia do Mito de Marcelo Stenzel):
Uma das rotinas mais famosas, e mais hilariantes, dos comediantes Lou Abbot e Bud Costello é "Quem está na primeira base?". Lou, como grande fã de beisebol, quer conhecer os nomes dos jogadores do time de Saint Louis, para que ele possa reconhecê-los quando estiverem jogando no parque. Bud diz que "hoje em dia, os nomes deles são realmente estranhos, por exemplo, Quem está na primeira base, Qual está na segunda e Não Sei na terceira". Lou insiste - Mas é isso mesmo que eu queria saber. Você sabe os nomes dos jogadores? – Estou te dizendo, responde Bud, - Quem na primeira, Qual na Segunda e Não sei na terceira. Intrigado, Abott continua – Você sabe o nome dos caras? – Sei, diz Costello – Quero dizer, o nome do cara na primeira base – acrescenta Lou - Quem, diz Costello – O cara da primeira base do time de St. Louis! - diz Lou já irritado– Quem! Responde Bud. – O cara da primeira! – Quem está na primeira, explica Bud – E porque você está me perguntando? Eu não sei - diz Lou – Eu não estou perguntando, estou dizendo: QUEM ESTÁ NA PRIMEIRA!.... E a confusão continua, em uma hilária sucessão de mal entendidos entre os apelidos dos jogadores.
[http://www.geocities.com/mgstenz/livro19032002.html]

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